domingo, 4 de abril de 2010

Uso do Twitter com o cérebro (sem digitar) ajuda pacientes pós-derrame

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Tecnologia é usada com pacientes que não podem mover boca, mãos ou olhos

Sistema permite twitar usando exclusivamente ondas cerebrais

Sistema permite twitar usando exclusivamente ondas cerebrais

As pesquisas da Universidade de Wisconsin para twitar com o cérebro chegam agora à medicina para ajudar no tratamento de doenças crônicas pós-derrames.

Há exatamente um ano, na Universidade de Wisconsin, Estados Unidos, o pesquisador Adam Wilson conseguiu postar a seguinte mensagem no Twitter: “using EEG to send tweet”. Não seria nada de mais se não fosse por um detalhe: ele postou o testo usando ondas cerebrais e não digitou uma única letra.

Wilson faz parte de uma equipe acadêmica que estuda atrofia cerebral, esclerose múltipla e lesões de espinha. O computador ajuda o dia-a-dia de quem possui limitações de movimento causadas por essas doenças. Os eletrodos detectam sinais elétricos vindo do cérebro e os transformam em ações físicas, como movimentar o cursos de um mouse na tela de um computador.

A equipe da qual Wilson faz parte desenvolveu um sistema de comunicação que detecta as atividades cerebrais e permite que o usuário escreva um texto em um teclado virtual usando apenas essas ondas cerebrais. Cada letra fica piscando e quando aparece a letra que o usuário quer registrar, uma onda cerebral “escolhe” a letra. E assim o sistema continua até formar uma frase.

O plano da equipe é usar o sistema para auxiliar pacientes com doenças que limitam movimentos e comunicação. Os primeiros resultados estão no estudo de uma síndrome pós-derrame que paralisa quase completamente o corpo do paciente, mas deixa o cérebro intacto.

Só nos Estados Unidos, estima-se que existam pelo menos 50 mil pacientes nessas condições. Ele não conseguem mover a boca ou os olhos, mas podem usar as ondas cerebrais para se comunicar.

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